1/4 de horas em que…

Passando gli anni canta o homem em seu violão de bigodes brancos. No mesmo canto da muralha o mesmo chapéu e o mesmo violão, a mesma música que aqui cantava anos antes, quando de passagem as pernas se descruzavam… Existe um documento dentro de mim. Um documento dentro de mim… Um documento que não foi…

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Uma palavra pela primeira vez

Para Déa e a nossa conversa O fato de pronunciarmos uma palavra ou conhecermos o significado dela não quer dizer a mesma coisa na condição da palavra dita. O significante ou significado quando vem a ser dizente em si mesmo, na força da língua tocada no céu… da boca. O teto mais alto do mundo,…

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Ao quebrar as alças…

Para Mari Notícias sinfônicas foram ocasionadas pela cafeteria fechada num dia improvável, quando o sol entoava ventos desintocados tocados na ponta do nariz vermelho e nos cabelos soltos, que deslizavam a bagunça do quarto das crianças aprendendo a pintura, pintando traços movediços de paredes tão finas. Rasuras do tempo em outros quadros, quartos feitos árvores…

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A mão da moeda

As mãos pintadas de tempo. O tempo que foi passando sobre elas. E sobre elas acumulando pedidos de perdão por moedas que não caíram nem foram suficientes para fazê-las calor corrente que, passando, tenham sido capazes de aquecer a primavera ainda nublada e cinza de um dia celebrado de renascimento. Portas duras e embalagens plásticas…

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Só provar…

…Tremendo de frio, as rodinhas da mala seguiram em direção ao ponto de ônibus antes do dia amanhecer. Na mesma rua conheceram o posto de gasolina e aprenderam a abastecer um carro emprestado. Meia quadra e o estacionamento, a casa e o tempo de meia temporada. A sensação térmica, as palavras desentendidas, as vitrines e…

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Aprender amar as coisas quebradas

Minutos antes havia passado seus passos, pernas geladas e luzes fracas, meados do que se chamava inverno. A neve já tinha caído e o cinza parecia morar definitivamente sobre o azul onde os pássaros invisíveis cantavam um verso e depois partiam. Antes que cruzassem a linha do trem daquela improvável manhã de sábado de sol……

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Aos poucos…

Pelas ruas onde um jeans novo passava eles começavam à preparar os canteiros onde, talvez, flores fossem replantadas. A cidade e a apresentação da presença de uma frase escrita na palavra já, que, um pouco desgastada de seu uso, nega-se e parte… Para as montanhas. Também elas talvez já gastas pelos tubos de ensaio e…

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A janela e a página

E se se inscrever agora o calor que na pele coça e a coceira que não deixa dormir. O resto, um drama arranhado na fissura entre pele e unha chegará na manhã do desenrolar da pele reclamante denunciando alguma coisa qualquer que não sabe dizer durante a noite da primeira noite da casa na cidade…

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Enquanto a chuva cai

“Por que não é o teu país…” Era a resposta sobre a diferença entre estar sozinha na mescla que separa o aqui de lá… Ela continuou engolindo o resto do biscoito no ácido da mostarda. Depois se levantou, recolheu o prato, lavou e cortou a fruta, mastigou sentada no sofá… “porque este não é o…

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Meditação

Pelo que deu errado e pelos erros cometidos e por toda falha fagulha do que falhou pelo apego de um ideia que enfim se dissipou e por tudo que foi desejo e não se alcançou pelo ego que de arrasto se arrastou pelo que ficou pelo caminho pelo que se acreditou e deixou-se de acreditar…

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