Van Gogh em quadrinhos

Semana passada revirando pastas de computador encontrei a foto da capa de um livro já lido, um daqueles que uma vez por outra pego só para folhear, virar a página, revirar os desenhos. É um livro que conta um pouco da vida de quem viveu o próprio mundo, mesmo que o mundo não o entendesse:…

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Trecho: Tristeza

(…) (me) acalma. Escreve (escrevo) como única certeza. Única verdade. Não é a única possibilidade. É a única possibilidade. Porque mesmo que o mundo acabe, mesmo que tudo se desfaça, mesmo que os livros e o dinheiro nunca cheguem. Mesmo se nada, nada, nada, nada nunca acontecer. Mesmo que nada nunca aconteça. Escreve. E a…

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Um canto no impossível…

Daqui a uma hora a noite vai clarear, transmutar-se em dia iniciado, feita de vida nova, renascida…. Em uma hora a noite é clara feito dia. Eu ainda não dormi. Eu não dormi. Na noite parada em horas girando… Aos giros, aos giros. Aos giros Van Gogh eu não sei como foi que aconteceu. Fui…

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Eu que não cresci

Quem brincou comigo de boneca, agora tem nas mãos bonecas que movem os pés quando querem ao mesmo tempo em que jogam os bracinhos no ar. Mas eu… Eu que não cresci, fiquei de lado na brincadeira. Mudei de lado na terça-feira e, sei lá, deixei ir por outro trilho, outra margem na folha. Fui…

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Eu Van Gogh de orelha decepada

Tenho dentro um Van Gogh. De orelhas que foram decepadas pelo ruído insistente no ouvido. Cobrança que chegou com juros. Eles empurram garganta abaixo — como num pato de indústria de patê — o mundo que eu deveria ver. Eu não vejo. O dinheiro quase sujo, nos apodreceu numa manhã sem água nem sol. Mas como Van Gogh tenho…

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08 de março de 2019

Era hora de ir pra rua e eu estou aqui. Escrevendo. Enquanto escrevo eu invento uma outra forma de revolução que me serve. É uma daquelas silenciosas. Uma revolução que se deita comigo e no dia seguinte quando acorda põe tudo a baixo. Hoje, quando acordei li até o fim o segundo capítulo de Orlando,…

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Uma livraria de mulheres no Porto

De tarde tentei lembrar como fiquei sabendo sobre a Confraria Vermelha, talvez tenha sido numa dessas andanças digitais que começam não sei onde e vão pra não sei que lugar. Acontece que as vezes acabo achando um bom lugar. Achei a Confraria Vermelha – Livraria de mulheres. Na primeiro sábado de sol apanhei o comboio…

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O peso do pássaro morto

Depois de lido o livro agora arquiva uma passagem de avião, um marcador de página e um pedaço de papel com uma data de prazo. Li as primeiras páginas de O peso do pássaro morto no aeroporto e as páginas seguintes numa viagem de trem do norte ao centro de Portugal. A cada punhado de…

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