Pelo que deu errado e pelos erros cometidos e por toda falha fagulha do que falhou pelo apego de um ideia que enfim se dissipou e por tudo que foi desejo e não se alcançou pelo ego que de arrasto se arrastou pelo que ficou pelo caminho pelo que se acreditou e deixou-se de acreditar pelas dores que surgiram e desapareceram pela versos que surgiram e desapareceram pelos versos que se soltaram e soltos surgiram e desapareceram impermanentes o ar que entra o ar que sai e pela impermanência de permanecer até mesmo dos versos, das palavras, da escrita e as tintas, os desejos, as vontades por todo tudo que muda e muda lei da natureza a vida pelo início da linha sem letra maiúscula e pelo nome das coisas que se apagaram das letras erradas e das palavras inconcordadas pelo invisível pelo rumor das asas abertas no ar do voo pelos pequenos dinossauros que passearam pelos pés pela propagação do sino antes de raiar os primeiros olhos de sol que surgiram e desapareceram pela calda de ameixa e por uma maçã e uma laranja e duas maçãs no fim do dia pelos olhos baixos por precisar-se de tão pouco por haver tanto tantos em todos e tanto pesar pensar pesante pensante então solto respirar os dias aprender o ar que entra o ar que sai o pensamento calmo calmante equânime pelos pensamentos que surgiram e desapareceram e por tudo do tudo e do nada que surge e desaparece pela lei da natureza pela natureza a natureza impermanente surge e desaparece e as oito partes de kalapa átomo um corpo sem eu e sem meu imóvel surge e desaparece até os oito elementos inseparáveis atravessar de um lado ao outro e ir dentro e equânime as sensações sutis ou densas a lei da natureza surgir e desaparecer os oito elementos a lei da natureza surgir e desaparecer pelos versos escritos em flor de lótus olhos fechados, corpo imóvel surgiram e desapareceram e a linha escrita no horizonte imaterial no papel material da poesia pelo ar que entra e pelo ar que sai pela contagem dos dias e pelo incontável dos dias pela sensação e pela iluminação pelos apegos soltos e pelas ideias que deixaram de ser pelas coisas que mudaram que mudaram num ser sem eu pelo não eu e pelo não meu pelo que deixa de ser e as áreas em branco pelo não sentir e o que sente sente-se permaneça equânime com a alma pura esparrame-se para todos os seres para todos os seres surge e desaparece surge e desaparece surge e desaparece lei da natureza RJ - 16.12.25
